segunda-feira, junho 05, 2006

Um comunicado da Fenprof.

MINISTRA DA EDUCAÇÃO NÃO FALOU VERDADE QUANDO ACUSOU A FENPROF DE NÃO QUERER NEGOCIAR O E.C.D.


A ministra da Educação mentiu no Programa "Diga lá Excelência" quando afirmou que a FENPROF se recusava a negociar a revisão do Estatuto da Carreira Docente. A ministra da Educação sabe que essa afirmação não corresponde à verdade!

- Não foi essa a posição da FENPROF na reunião em que o ME, pela voz do Secretário de Estado Adjunto e da Educação, apresentou o seu projecto (reunião realizada em 29 de Maio);
- Não foi essa a posição divulgada em comunicado nesse mesmo dia, do qual se recorda: "A FENPROF informou que fará chegar a sua proposta global de revisão do ECD logo após a reunião do seu Conselho Nacional que terá lugar nos dias 8 e 9 de Junho. Contudo, quanto a uma reacção escrita ao projecto do Ministério da Educação, só certamente mais tarde, pois terá de ouvir os professores e, com eles, construir o parecer a emitir.";
- Não foi essa a posição de diversos dirigentes da FENPROF que, publicamente, se têm referido ao assunto.

A ministra da Educação sabe que considerar "inaceitável" a proposta que apresentou não é o mesmo que a considerar "inegociável". Sabe, mas interessa-lhe confundir os conceitos.

Assim, independentemente da vontade do ME, a FENPROF pretende utilizar os seguintes tempos para a negociação:

- Dia 14 de Junho: entrega no ME, no final da Manifestação Nacional de Professores, do seu Projecto global de Revisão do ECD;
- Final de Junho (como, aliás, foi solicitado pelo Secretário de Estado na reunião de dia 29 de Maio): entrega do parecer da FENPROF relativo às propostas ministeriais.

Para a FENPROF o processo negocial não pode continuar depois de se iniciar o período de férias dos docentes (meados de Julho) nem recomeçar antes do seu regresso às escolas (1 de Setembro). Por essa razão, a FENPROF considera muito curto o final de Outubro como prazo para a revisão do ECD, e responsabiliza o ME pelo atraso das negociações, visto que este deveria ter divulgado o seu projecto, como se comprometeu, durante o mês de Fevereiro. Fê-lo três meses depois!

Quanto ao Estatuto da Carreira Docente, a FENPROF recorda que o passado é um bom exemplo da sua abertura para processos negociais. Em 1997/98 a FENPROF celebrou um acordo negocial sobre a matéria com o ministro Marçal Grilo, depois de um longo processo negocial que teve o então Secretário de Estado Guilherme d'Oliveira Martins como protagonista. Acontece, no entanto, que longe vão os tempos em que os professores e as suas organizações sindicais eram respeitados pelas equipas ministeriais e em que a negociação tinha lugar.

O Secretariado Nacional

8 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

INFORMAÇÃO
Um grupo de professores do Ensino Básico decidiu tomar algumas medidas de contestação às propostas de alteração do novo estatuto da Carreira Docente, a saber:
- Uso de uma braçadeira negra a tempo inteiro (dentro e fora da escola) no braço esquerdo até ao dia 23 de Junho;
- Vigílias num local público de grande afluência, no Fórum Algarve, no caso Sotavento e noutros locais escolhidos pelos professores de melhor e fácil acesso, noutras zonas do país. Esta vigília terá lugar de dia 5, 2ª- feira, a dia 9, 6ª – feira, deste mês de Junho, das 20 às 22 horas, trajando de negro com braçadeira branca;
- Convidamos todas as escolas do país a participar nestas medidas de contestação, às quais se juntarão também uma carta aberta à Ministra de Educação, aos meios de comunicação social e aos sindicatos.
Apelamos à participação massiva de todos os docentes do país, para que um dia possamos ser “professores”…
Atenciosamente, um grupo de professores desrespeitados…

10:58 da tarde  
Blogger Assobio disse...

Na semana passada, ouvi António Avelãs, na SicNotícias, a seguir à entrevista da Ministra, dizer que esta proposta é "inegociável".
Eu ainda não estou surda.
António Avelãs é um dirigente nacional da Fenprof.
Não me queiram atirar cimento para os ouvidos!

12:10 da manhã  
Blogger Amélia disse...

afinal:onde está a verdade?

11:03 da manhã  
Blogger henrique santos disse...

Aquilo que eu sei e que derivou da reunião da Fenprof com o os responsáveis do ME é o que saiu neste comunicado. A Fenprof não se recusou a negociar.
Gostava de saber qual a posição do Assobio acerca das propostas do ECD e das afirmações da Ministra e Adjuntos recentemente e durante este último ano.

1:12 da tarde  
Anonymous Daniela Reis disse...

Hj foi um colega do sindicato à escola... roguei-lhe p fazer força p q tds os sindicatos se unissem. Diz q é impossível!!!! Zanguei-me e td!! Enfim...

Pedem-nos p nos unirmos e fazermos uma greve q dá a ideia q vamos de mini-ferias... mas eles unirem-se, é q era bom!!!

Mesmo assim faço greve, e vou p a escola na mesma, a mim ninguém me acusa q vou p a praia!!!!

11:17 da tarde  
Blogger zoltrix disse...

Pois!.....
O Avelãs já não é o que era.....
O SPGL também não....! ( e não sei se terá dito aquilo...!), mas os sindicatos unirem~se? Ó colega, que sindicatos? Parece haver 14!!
Há sindicatos apenas formados por gente que gozou do estatuto de delegado sindical para a redução de 10 horas...! Calma! Esses "sindicatos" foram criados com a complacência ministerial ao longo de anos, pois assim, nas reuniões, têm maioria e votam sempre a favor dos governos...
Bem! A greve é dia 14, tb acho que devem existir outras formas de luta mas, para começar, essa é uma delas! Greve e manifestação! Lá estarei(remos!)!!

12:30 da manhã  
Blogger Assobio disse...

Mantenho o que disse sobre o que ouvi a António Avelãs. Não fui a única a ouvir!
Quanto à minha opinião, tenho-a ido deixando expressa, mas ficam aqui algumas notas:
- Acho fundamental uma avaliação do trabalho docente que, de uma vez por todas, nos deixe de tratar como se fossemos todos iguais -todos excelentes ( a chegar ao topo da carreira), e todos suficientes.

O problema de algumas pessoas é que, no fundo, lá bem no fundo, preferem continuar a frequentar acções de Tapetes de Arraiolos e chegar assim, tranquilamente, ao topo da carreira, ganhando o mesmo que qualquer um e fazendo trezentas vezes menos do que a maior parte.

- Não concordo que os pais avaliem os professores.
Os pais dispõem já de meios que lhes permitem ter uma palavra a dizer na qualidade das escolas.

- Discordo do modo como é proposta a transição entre escalões.
Não é tida em conta a situação de bloqueio a que todos fomos obrigados, mas é-nos cobrado o facto de não estarmos no escalão seguinte. A situação é gritante no caso do 9º escalão, por causa do acesso à "titularidade".

- Considero profundamente incoerente o sistema de cotas para chegada ao topo da carreira, uma vez que ele contraria o próprio espírito de excelência que se diz procurar: estimula-se um indíviduo a ser muito bom, mas depois pede-
-se-lhe que espere...até morrer alguém.

Quanto à Ministra, peca muitas vezes por sobranceria e falta de habilidade política. Poderia (e deveria) tratar-nos com mais respeito e ser menos agressiva, o que evitaria ser acusada de arrogância.
Fazer de nós o inimigo público é um grande tiro no pé!
Mas a atitude da Ministra não legitima a também arrogante posição da Fenprof!
E isso é triste!

2:20 da manhã  
Blogger henrique santos disse...

Agradeço à Assobio a sua definição em relação a algumas das matérias em discussão.
Já fiquei mais esclarecido.

12:53 da tarde  

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