quinta-feira, maio 10, 2007

A falácia das novas oportunidades.

A pretensa correlação positiva entre a qualificação e o emprego que muitos políticos e economistas afirmam acriticamente é uma falácia que merece ser desmontada. Apresento para isso duas contribuições: a de um texto recente de um autor português, José Soeiro, e a de um video de um professor belga, Nico Hirtt (que na parte final desse video se debruça sobre esse assunto).
Vejamos primeiro a parte inicial do texto com título de "Novas oportunidades?"
"A recente campanha das “novas oportunidades” promovida Governo é de uma enorme ironia. Mas é mais do que isso: ela exprime uma ideologia da formação que acentua a desvalorização de certas funções e que subordina a educação ao mercado; assenta numa profecia relativamente às qualificações que é desmentida pela realidade; e constitui um verdadeiro mecanismo de dissimulação do problema mais grave com que o país se defronta, que é a ausência de emprego e a destruição do trabalho com direitos, nomeadamente para os jovens. Analisemos então com mais detalhe cada uma destas três questões."
Quanto ao video de Nico Hirtt. Veja-se aqui.

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4 Comentários:

Anonymous IC disse...

Pela minha parte, obrigada, Henrique, pelo vídeo de Nico Hirtt, pois já tinha lido há tempos uns textos ou entrevistas dele e achei que era uma voz importante - que agora me vieste lembrar.

2:08 da manhã  
Blogger Maria Lisboa disse...

Comecei a comentar! Fui escrevendo e como o comentario foi crescendo, crescendo e, como de costume, exagerei... acabei por ir colocá-lo aqui
http://professorsemquadro.blogspot.com/

4:52 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

O Portefólio Reflexivo de Aprendizagens torna-se num repositório de material científico e até reflexivo recolhido da internet colado na suposta Autobiografia.
A História de Vida vai crescendo de tal modo com esse material que acaba por desvirtuar o conceito de Autobiografia.
Não se testa conhecimentos adquiridos ao longo da vida, pois parte-se do princípio de que se tal informação consta no documento criado então é porque o adulto tem a competência adquirida.
Veja-se um exemplo em http://www.scribd.com/doc/12348763/CLC-UC6-DR-1-CASA
Aqui apresenta-se um glossário bilingue de termos relacionados com urbanismo obviamente retirado de um dicionário, com a presunção de que o adulto adquiriu competências ao nível da língua estrangeira. Nada mais falacioso!

9:15 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Boa tarde.Frequento o processo RVCC para poder ter a oportunidade que não tive,quando devia ter estudado.Comecei a trabalhar muito cedo para poder ter as minhas coisas e a minha casa,e olhando para muito de vós,nada mais irónico que a vossa pseudo-intelectualidade,pois na escola basicamente o que aprenderam foi:nada.Apenas a má língua que é algo tipicamente Portugues.Mas deixe quem vos diga; a mim nada me ensinam,até porque a minha experiência de vida é vasta.Olhem para mim que apenas tenho o 4º ano,mas falo Ingles,Islandes,Castelhano e Hebraico além do Portugues.Muitos de vós são apenas pessoas que,os livros que possuem são apenas para enfeitar.As vossas criticas às novas oportunidades não têm qualquer fundamento,até porque todos temos direito a tentar ter uma vida melhor,portanto;deixem de ser invejosos em relação a alguem que supostamente tem menos que vós.Já agora,passem uma tarde à porta de uma escola e vejam o que os jovens aprendem,copos,playstation,cigarros,bulying etc etc Porreiro não? ;) Hasta la vista

12:31 da tarde  

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