quinta-feira, maio 24, 2007

Até quando?

O ministro das Finanças diz hoje no DN que vai continuar o congelamento das progressões nas carreiras da Função Pública para além deste ano que corre. Em 2008 para todos e, em 2009, só os 5% de excelentes verão o descongelamento. Os outros, a grande maioria, só verá o descongelamento surgir nos anos seguintes sendo que a maioria só terá descongelada a carreira em 2011. Esta notícia, que pode ler aqui, dá-me vontade de rir...
O ainda director do fisco, Paulo Macedo, vai mais longe do que o ministério das finanças na exigencia de identificação dos grevistas dentro dos 10000 funcionários sob a sua responsabilidade. Pode ler nesta notícia.
Estes tipos estão efectivamente a contar que os funcionários públicos são uma cambada de murcões acobardados. Somos cerca de 700000: como poderiam brincar connosco desta maneira se nos mobilizassemos?
Se a greve geral não obtiver adesão massiva na fp, durante os próximos tempos tenho de concordar com eles.

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8 Comentários:

Anonymous josé manuel faria disse...

Temos um governo "socialista" com medidas à direita da direita, isto não é 3ª via, é uma via ultra- congestionada

6:58 da tarde  
Blogger Moriae disse...

Henrique, eu até compreendo se não tiver. Há muitas pessoas com contratos (não sei o nome) em que podem ser dispensadas a todo o momento. Pessoas que tinham contratos a termo certo e deixaram de o ter. Refiro-me por ex. a funcionários da escola onde trabalho (ia dizer minha escola, mas esses já não são estes tempos) e que, passaram de contrato com termo a sem termo.
Esta greve tem que ser feita por nós, professores, por ex. e curiosamente, não estou a ver grandes vontades.
Companheiro, os dias vão piorar ...

8:28 da tarde  
Blogger henrique santos disse...

Eu sei, Moriae. Já escrevi como compreendo os trabalhadors do privado e do público que não irão fazer greve por motivos compreensíveis. Refiro-me principalmente aos professores numa situação estável que deveriam fazer a greve e não a fazem.

11:47 da tarde  
Blogger Maria Lisboa disse...

Não sei se ria, se chore... se apenas me deixe ficar completamente congelada!



Talvez que se os cerca de 700000, que somos, nos mantivessemos "really frozen", eles percebessem como precisam mesmo de nós

2:03 da manhã  
Blogger Catarina disse...

Na escola onde trabalho estou a ver as coisas muito negras. As pessoas mostram-se aflitas com o que aí vem mas acho que não vão fazer greve. Muitas acham que fazer greve é coisa para operários e outros pobrezinhos - ainda não perceberam que ganham menos do que muito operários. Outras ainda estão viciadas na velha máxima «Aqui não se fala de política». E dizem-em que as paredes têm ouvidos com um sorriso. Estou prestes a desistir.

10:52 da manhã  
Blogger Moriae disse...

Hoje fiquei estarrecida ... o plenário com o Mário Nogueira estava vazio. e ontem tb estava muito pouca gente (era pós-laboral). Isto significará o pior?

6:52 da tarde  
Anonymous IC disse...

Henrique, ficarei muito contente se estiver enganada, mas prevejo que a greve seja, da parte dos professores, a hora da verdade (como escreveste abaixo), mas de uma triste verdade. Lembrando-me da minha ex-escola, não duvido que irá fechar, mas por falta dos funcionários auxiliares.
Sinceramente, sempre pensei que os professores são os que mais têm a faca e o queijo na mão e que o que tem acontecido, nomeadamente com o ECD, foi simplesmente o que quiseram deixar que acontecesse. Entretanto, que ao menos numa greve de um dia e que não é a avaliações evitem dar apoio implícito a M. Lurdes Rodrigues.

10:11 da tarde  
Anonymous António disse...

Os professores mais parecem os franceses durante a 2ª guerra mundial, aburguesados e instalados, quando deram por ela já os nazis marchavam sob o arco do triunfo...

12:01 da tarde  

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