domingo, novembro 02, 2008

Imparável, mas...

Basta que os professores queiram e o movimento de suspensão deste iníquo processo dito de avaliação dos professores é imparável. As reacções simultaneamente ridículas, autistas, ziguezagueantes e por fim "ameaçantes" da "tutela", revelam que neste campo, perderam o pé. Haja capacidade dos professores de manterem inteligentemente a pressão, sem desgastes desnecessários imediatos.
Só que a questão da avaliação do desempenho, por muita importancia que tenha, e tem-na, é apenas parte de um todo. Tenho por teoria pessoal que em grande parte, este monstro burocrático foi levado a termo para nos entreter e fazer gastar forças. É que se eles conseguirem: manter a carreira dividida e o bloqueamento da sua progressão para a maioria dos professores; instaurar o modelo hierárquico-autocrático de gestão das escolas; manter aparências de que conseguiram avaliar os professores... eles abdicam de muitos trocados. E convenhamos... muito do que consta do modelo de avaliação do desempenho é de uma falta de sutentabilidade tão atroz que "mais cedo do que tarde" teria que cair. Por isso não esqueçamos as verdadeiras bandeiras da luta: contra o ECD do ME; contra o Modelo autocrático de gestão das escolas.

10 Comentários:

Anonymous Miguel Pinto disse...

Reproduzo o comentário que deixei no meu cantinho:
Tens muita razão, Henrique. A avaliação cairia de podre. O problema está a montante e por essa razão é que se requer argúcia política para resolver o problema. Creio que estamos no bom caminho.

7:32 da tarde  
Blogger IC disse...

Sim, é muito importante não esquecer as verdadeiras bandeiras de luta. E tenho sempre pena que nunca estejam incluídas questões graves para o futuro relacionadas com a formação de professores - questões graves no âmbito do novo regime de formação para a docência (professor generalista, fim dos estágios, ...), também a formação contínua, em que não se toca nos interesses e pelouros instalados. É verdade que pelo menos a 1ª questão pouco toca nos actuais professores, mas toca na futura escola pública.
Enfim... bato sempre nesta tecla, mas não vejo ninguém a bater nela.

11:58 da tarde  
Blogger Maria Lisboa disse...

Boa viagem, Henrique!

Será desta que nos conhecemos?

12:58 da manhã  
Blogger henrique santos disse...

Não foi ainda desta Maria, com pena minha que só vi este comentário quando cheguei da manif. Entretanto vou gostando, esperando e apreciando as tuas palavras na rede. Beijinho

1:02 da manhã  
Anonymous Anónimo disse...

Mas o modelo ainda se move e deve continuar ser combatido.
Num comentário de outro blog li que:
Michael Fullan e Andy Hargreaves na obra «Por que é que vale a pena lutar?» Porto Editora, em 2001: «A imposição de esquemas punitivos de avaliação a todos é como utilizar uma marreta para esmagar uma noz. Tal imposição reduz a “avaliação” ao mínimo denominador comum. Os esquemas de avaliação que implicam 100% do pessoal docente, tendo em vista detectar uma pequena percentagem de incompetentes, constituem uma perda de tempo considerável. Ironicamente, a ansiedade que provocam também pode desincentivar a excelência de muitos que se tornam relutantes em correr riscos, devido ao receio da punição.»
Maria Pereira

11:09 da tarde  
Blogger henrique santos disse...

Cara Maria Pereira
essa citação já a fiz há uns meses atrás neste meu cantito também. é mais um argumento importante, sem dúvida. Desde que estive na manif grandiosa dos 120 000 não senti no entanto necessidade de mudar este post. É que penso que o essencial continua válido. O que mudou realmente é a necessidade de os professores nas escolas suspenderem na prática este aborto. E só se o fizerem com a mesma expressão com que o fizeram na rua é que poderão ter perspectivas contra este governo politicamente autista. É preciso também estar preparado para uma luta longa, inteligente, correndo alguns riscos mas não demasiados nem demasiado cedo. Para já o importante é dizer na escola: não entregamos os objectivos e argumentar porquê. E no essencial apoiar as acções expostas na moção da plataforma sindical aprovada em 8 de Novembro.

10:11 da tarde  
Blogger Maria Lisboa disse...

Não te consigo “mailar”. Vem devolvido! :(

11:59 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

"É preciso também estar preparado para uma luta longa, inteligente, correndo alguns riscos mas não demasiados nem demasiado cedo. Para já o importante é dizer na escola: não entregamos os objectivos e argumentar porquê. E no essencial apoiar as acções expostas na moção da plataforma sindical aprovada em 8 de Novembro." ABSOLUTAMENTE DE ACORDO! ACÇÕES CONCRETAS NAS ESCOLAS. NA MINHA ESCOLA ESTÁ TUDO CONGELADO.

M Pereira

6:50 da tarde  
Blogger Psykhe disse...

"convenhamos... muito do que consta do modelo de avaliação do desempenho é de uma falta de sutentabilidade tão atroz que "mais cedo do que tarde" teria que cair."

Ora nem mais...
Tal afirmaçao reflecte todo o panorama educacional que se instala no nosso pais actualmente

11:27 da tarde  
Blogger INFORM4TICA disse...

Gosto muito dos artigos de ótima qualidade do seu Blog. Quando for possível dá uma passadinha para ver meu Curso de Informática à Distância

12:17 da manhã  

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