sábado, setembro 29, 2007

Para quando um mandato claro?

Há já bastantes anos, dizia-se que, quando um governo não queria mexer num assunto complicado, nomeava um grupo de trabalho. Com este governo sabemos que não é assim: nomeia geralmente um grupo de peritos escolhidos pelo poder a dedo, por saberem que pensam exactamente o que o poder quer (ou são ainda mais papistas que o papa), e depois decidem, escolhendo das propostas do grupo, aquelas que ainda mais lhe convêm.
Só que há situações em que a antiga intenção de criar um grupo de trabalho parece voltar a ser norma: é o caso do grupo para a Educação Sexual nas escolas que, pelos vistos, há dias, se pronunciou.
O que falta e faltou nas escolas e aos professores para promoverem uma Educação Sexual realmente existente foi um mandato claro da sua missão. Por razões mais ou menos duvidosas, nunca foi decidido para este aspecto da Educação, um curriculo clarificado, com conteúdos, tempos, docentes responsáveis. Por isso a Educação Sexual nas escolas é algo que não é. É algo que depende de circunstâncias de momento, de pessoas, de boas intenções.
O que foi debitado e saiu para os órgãos da comunicação social proveniente do GT respectivo é mais uma confirmação do mesmo.
Para quando um mandato claro?

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