quinta-feira, maio 01, 2008

1.º de Maio

Numa conjuntura como esta, marcada por uma crescente exploração e precarização dos trabalhadores, faz por demais sentido comemorar o Dia 1.º de Maio.
Na dita concertação social o governo e os representantes do grande patronato tentam ou mascarar os problemas reais existentes ou agravar ainda a situação dos trabalhadores.
Uns, o governo PS que enquanto oposição afirmou que modificaria os aspectos gravosos do Código de trabalho do Bagão Félix, agora contribuem para a "festa" do agravamento da precariedade e da situação de todos os trabalhadores.
Outros, os representantes do grande patronato, pedem sem vergonha a possibilidade de despedimento sem justa causa.
Só mesmo a união dos trabalhadores e dos seus sindicatos podem obstar a que a continuação de um retrocesso civilizacional como o que se está a impor na nossa sociedade possa vingar. O dia 1.º de Maio, dia de Luta mas também dia de Festa e confraternização dos trabalhadores, é dia importantíssimo para marcar a diferença. É dia de mandar recado a quem nos governa e a quem obtém lucros imensos nas grandes empresas, que a força dos trabalhadores, quando unidos, é osso duro de roer.
No campo da Educação os professores têm muitas razões para estarem presentes. Primeiro porque são trabalhadores. E em segundo lugar por serem trabalhadores que viram ser agravadas de forma inaudita as suas condições de trabalho nos últimos anos.
Hoje, quando percorrer as ruas da baixa do Porto vou lembrar aqueles que já não estão cá mas sempre estiveram e estarão connosco. E vou recarregar baterias para a Luta que se segue. Um homem isolado pouco vale. Como dizia o senhor barbudo, "Trabalhadores de todo o mundo: uni-vos". Aí está um dos grandes segredos da luta. Agora e sempre.

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