sábado, abril 12, 2008

Lições para um futuro imediato

O que aconteceu com o entendimento dos sindicatos com o ME para salvarem o terceiro período foi uma vitória dos professores que deve ser devidamente valorizada.
Não houve acordo pois o afastamento em aspectos essenciais é evidente (na gestão, no ECD e na própria avaliação do desempenho) mas de facto, pela primeira vez e de forma clara, o governo cedeu.
E há que realçar o facto assim como que quem ganhou foram os professores que estiveram unidos e que se expressaram em 8 de Março e continuariam com certeza a expressar-se neste fim de ano lectivo. E juntamente com os professores ganharam os sindicatos como estruturas que realmente representam os professores e que estes devem valorizar, participando neles.
Penso que deveria ficar claramente evidente também para todos que a luta dos professores passa completamente a leste, por exemplo, do conselho de escolas e de outras estruturas que o governo domina hierarquicamente.
E como seria bom que os professores tivessem entendido a lição da importância da luta na obtenção das possíveis vitórias que nunca são dadas nem nunca estão garantidas. É que há ainda tanto por lutar para mudar o já aprovado modelo de gestão e o ECD que nos compartimentou e piorou as nossas condições de trabalho e de vida.
O Dia D é já Terça-Feira. Aproveitemos esse dia.

10 Comentários:

Blogger Miguel Pinto disse...

Antes disso, 2ª feira em Braga :)

Tenho percebido uma certa relativização dos ganhos dos grupos independentistas de professores... estou a ver mal?

9:52 da tarde  
Blogger henrique santos disse...

É verdsde Miguel, e também no Porto às 18h30.
Quanto ao resto há mesmo quem mais do que relativizar não tenha visto ganho nenhum. Penso que estão a ser muito pouco realistas.

12:53 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Não sou independentista, mas sou independente e, por sinal, gosto de pensar pela minha cabeça. Às vezes, talvez pense demais. Acontece que, tirando a questão das horas da componente não lectiva, não vejo que ganhos se possam ver de relevantes, porém, eu é que devo ser cego. Gostaria também que me explicassem quem é que deu aos sindicatos carta branca para negociar com a ministra. Penso não ter sido isso que foi aprovado na moção do Terreiro do Paço. Talvez esteja, também a ficar surdo. Para completar, o que é que eu vou fazer amanhã para a rua e à reunião do dia 15, se não for figura de parvo? Afinal, querem auscultar-nos para quê, se vão assinar um acordo, perdão, entendimento.

Passem bem com as vossas tácticas político-partidário-sindicais e... boa tarde. Parece-me ue ainda não é desta que me vou sindicalizar.

5:05 da tarde  
Anonymous Peixoto disse...

Depois de uma série de rondas negociais que deveriam ter ocorrido antes da publicação do decreto n.º 2/2008, eis que, em simultâneo, Ministério da Educação e Plataforma de Sindicatos sorriem para as televisões e "cantam" vitória. Uma vitória de Pirro, muito provavelmente... Só faltou mesmo a foto em conjunto com ambos os intervenientes a darem palmadinhas nas costas entre si!
O Ministério consegue que as manifestações e greves deixem de ter sentido de se realizarem, fazendo com que se esfume, por completo, a força emanada pelo descontentamento dos professores. Os tão badalados plenários a realizar na próxima 3º feira terão, muito provavelmente, uma adesão diminuta.
Os sindicatos pensam ter conseguido passar uma imagem de credibilidade, assumindo uma posição não dogmático. Conseguem minimizar os efeitos da avaliação para os docentes contratados, mas nada inviabiliza que a complexidade do decreto n.º 2/2008 seja para manter no próximo ano lectivo.
De facto, o que continua a ter força de lei é a "monstruosidade" em vigor pelo decreto nº 2/2008. Muito água irá ainda correr debaixo da ponte. As minhas espectativas não são as mais optimistas. Mas, não tenhamos dúvida que toda uma força de contestação se esfumou...

7:12 da tarde  
Blogger paula montez disse...

DIA D: Que os professores possam decidir em plena consciência!
http://escolapublica2.blogspot.com/2008/04/dia-d-que-os-professores-possam-decidir.html

2:47 da manhã  
Blogger henrique santos disse...

Aos colegas críticos, direi: demonstram em parte estar mal informados. Leiam por favor todos os comunicados sindicais e o entendimento.
Quanto a mim que há 22 anos estou a leccionar e não falhei a nenhuma greve e manif dos professores vou continuar na luta. Com os sindicatos que se tem mantido felizmente mais unidos que os professores, antes, durante e depois do acordo. Vão ao Dia D dizer de vossa justiça. E assumam com humildade democrática as vossas posições e as decisões da reunião.
E não desistam agora de lutar, vocês que estão tão insatisfeitos. É que a verdadeira insatisfação ver-se-á no futuro.

9:20 da manhã  
Blogger Pedro Luna disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

8:39 da tarde  
Blogger Pedro Luna disse...

O "acordo que não é acordo" é uma derrota, para a Escola Pública e para os Professores, pois a Ministra não cedeu nada (tudo o que lá está já tinha sido prometido) e os Sindicatos, por boa-fé ou omissão, não salvaguardaram nada que realmente interessava: Estatuto do Aluno, Gestão das Escolas, ECD, Ensino Especial, divisão da classe em titulares e professores de 2ª, desmontagem no próximo ano lectivo do modelo ultra-burocrático da avaliação.

Não ganhámos NADA - e a Ministra, o ME e a corja do costume ficou a rir-se de nós. É que a Ministra dialoga e até sorri para a malta...! Depois a forma atabalhoada como nos perguntaram se queríamos o acordo (até a Indonésia fez melhor em 1976 em Timor, no referendo da integração) e as aldrabices associadas a esse momento (ainda estão a contar os votos...) não dignifica nenhuma Instituição que se diz democrática.

8:42 da tarde  
Blogger henrique santos disse...

Caro Pedro
a minha resposta está no post de cima e nos comentários.
Saudações cordiais.

4:18 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Após ter pressentido, pela 1ª vez em 30 anos, os professores deste país como pertencendo a uma "classe", unida, viva e visível, veio o grande "Balde de Água Fria", a que chamam "memorando do entendimento".
O que dizer, mais uma vez?

5:08 da tarde  

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