domingo, dezembro 03, 2006

Pinochet - um bom exemplo.

Ouvi hoje que Pinochet sofreu um ataque cardíaco e já recebeu uma extrema unção.
Este senhor que estava em prisão domiciliária ordenada por um juíz chileno, há uma semana escreveu uma carta onde assumia a responsabilidade política por tudo o que aconteceu enquanto ele estava aos comandos da "ditadura" no Chile. Assumiu que talvez tenha sido ditador. Não assumiu antes porquê?
Há algum tempo, acusado de vários crimes, esteve este senhor detido na Inglaterra a pedido de um juíz espanhol. Alegando problemas de saúde, demência salvo erro, lá foi recambiado para o Chile e aí, tem conseguido escapar, até há pouco tempo, a julgamento e prisão.
Já faz algum tempo que se soube que este senhor tinha contas milionárias escondidas em vários bancos no estrangeiro.
Faz mais tempo que todos quantos conhecem a história sabem como este senhor foi responsável por milhares de mortos, de torturados, de constantes violações dos Direitos Humanos enquanto esteve aos comandos da ditadura.
Também se conhece a forma como este senhor chegou ao poder, derrubando um presidente (Salvador Allende) democratiamente eleito, quando dias antes do golpe de estado tinha jurado solenemente lealdade ao poder democrático, na senda da tradicional lealdade das forças armadas chilenas à democracia.
Também se sabe do apoio que teve no golpe por parte da "democracia" norte-americana.
Este senhor que está agora no "fim" da sua vida é um excelente exemplo: de como um ser nascido humano se pode transformar numa reles criatura. Daqueles que até ao último momento da sua vida mostram como se pode descer tão baixo. A dar a conhecer nas escolas aos alunos.

7 Comentários:

Blogger Prof24 disse...

Inteiramente de acordo. Pinochet não fará falta à humanidade, seguramente. Mas permita-me, caro Henrique, tentar ser politicamente neutro e alargar o âmbito da discussão: também Fidel não fará falta nenhuma à humanidade, exactamente pelos meemos motivos. É que, sendo eu ideologicamente de esquerda, não posso deixar de pensar a mesma coisa e sentir a mesma repugnância perante tais criaturas.

4:12 da tarde  
Blogger Miguel Sousa disse...

além disso, a sua confissão despe um conjunto de factos que só os políticos internacionais tentaram desmentir. Lembro-me por exemplo do apoio incondicional da antiga ministra inglesa, sim, aquela que se chama de dama de ferro, resta saber se na hora de levar com a extrema unção na cabeça se vai, tal como Pinochet assumir as suas culpas na protecção do ditador, ou ainda como será a unção do Bush, do Blair e de outros...esperemos para ver

10:29 da manhã  
Blogger Prof24 disse...

Pegando nesses nomes todos que citou, vejo muitos motivos para não defender a abolição da pena de morte. :)

1:36 da tarde  
Blogger Miguel Sousa disse...

sou absolutamente contra a pena de morte...é uma questão de princípio...não acredito que para castigar alguém por um crime, o mais horrível que seja, se tenha que recorrer a uma estratégia que nos faz baixar ao nível do criminoso...

9:42 da manhã  
Blogger Prof24 disse...

Também sou contra a pena de morte. Mas estaria disposto a repensar as minhas convicções relativamente a indivíduos que lançam a morte e o sofrimento a milhões de pessoas em todo o mundo em função dos seus interesses económicos particulares, como é o caso das famílias do ouro negro.

10:19 da manhã  
Anonymous amelia pais disse...

Já morreu a BESTA (uma das muitas).Tarde demais.Deveria ter morrido há mais de 33 anos.Teve sorte- nada de mau lhe aconteceu.
Não fora o juiz espanhol Garzon continuaria até fnal como comandantes suoremo das forças armadas chilenas.

6:50 da tarde  
Blogger Prof24 disse...

A "besta"? Pelos vistos, nem por isso: foi considerado um "católico exemplar" pelo Papa João Paulo II, que podemos ver numa foto, muito sorridente, ao lado da sua ovelha em http://www.ateismo.net/diario/2006/12/funeral-militar-para-pinochet.php

11:59 da manhã  

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